segunda-feira, 29 de agosto de 2022

A FORÇA DO PROFESSOR




Um guerreiro sem espada
sem faca, foice ou facão
armado só de amor
segurando um giz na mão
o livro é seu escudo
que lhe protege de tudo
que possa lhe causar dor
por isso eu tenho dito
Tenho fé e acredito
na força do professor.

Ah... se um dia governantes
prestassem mais atenção
nos verdadeiros heróis
que constroem a nação
ah... se fizessem justiça
sem corpo mole ou preguiça
lhe dando o real valor
eu daria um grande grito
Tenho fé e acredito
na força do professor.

Porém não sinta vergonha
não se sinta derrotado
se o nosso pais vai mal
você não é o culpado
Nas potências mundiais
são sempre heróis nacionais
e por aqui sem valor
mesmo triste e muito aflito
Tenho fé e acredito
na força do professor.    
Engenheiro do futuro

Um arquiteto de sonhos
Engenheiro do futuro
Um motorista da vida
dirigindo no escuro
Um plantador de esperança
plantando em cada criança
um adulto sonhador
e esse cordel foi escrito
por que ainda acredito
na força do professor.



sexta-feira, 26 de agosto de 2022

****DISTINÇÕES****

                       


A doação de quem ama é um sol que se irradia.


O amor que pede retribuição é egoísmo;

O amor que exige pagamento é avareza;

O amor que busca reconhecimento é  vaidade;

O amor que  recebe pra dar é usúra;

O amor que calcula o resultado é interesse;

O amorque tem medo do mundo é covardia;

O amor que ordena e impõe é tirania;

O amor que sente ciúmes é mesquinhez;

O amor que mede o que dá é cobiça;

O amor que espera receber é ambição;


Amor, para ser amor, tem que dar-se, sem nada pedir, assim como o sol.












quarta-feira, 24 de agosto de 2022

Com Jesus

                         




a fraqueza é força;

a pobresa é riqueza;

a deficiência é suprimento;

a dor é remédio;

o sofrimento é alívio;

o silêncio é pregação;

a derrota é vitória;

a humilhação é engrandecimento;

a guerra externa é paz interna;

a penúria éabundáncia; 

a fome é alimento;

a sede é conforto;

o trabalho é repouso;

as trevas são luzes;

o castigo é recompensa;

a vergonha é glória;

o inferno é céu;

a morte é vida.





CAMINHOS



A vida é feita de caminhos…
caminhos que levam,
caminhos que trazem,
sonhos,
alegrias,
tristezas,
amores, esperanças…

De qualquer forma, nada vem ou vai sem caminho.
O caminho é parte integrante de nossas vidas.
já buscávamos percorrer caminhos.
Nossos primeiros passos foram treinados…
e aperfeiçoados
para conquistar caminhos.
•… Outros se perdem pelo caminho.
Uns tiveram tudo para caminhar…
Outros, muita dificuldade para chegar.
E chegaremos ao ponto final.
Certamente fomos feitos
para abrir caminhos,
romper barreiras,
ultrapassar limites e vencer.
Deus, na sua infinita misericórdia,
não nos abandonaria num deserto de incertezas.
Não nos deixaria à beira do caminho,
condenando-nos a um fim sem propósitos.
Ele nos preparou um caminho
que nos levará de volta para casa.

Jesus,

É o Alfa e o Ômega.
O Princípio e o Fim.

O único caminho que tem o poder para mudar
O rumo da nossa história.

É fonte de Vida para os que Nele confiam.
Siga os passos daquele
que pode te conduzir para um caminho de paz…
O autor da Vida.

João 14:6





sábado, 14 de maio de 2022

                                                           SAUL



Quem foi o rei Saul?

Saul foi o primeiro rei de Israel. Ele era filho de Quis e pertencia à tribo de Benjamim. Seu nome em hebraico Sha’ul significa “Pedido de Deus”. Saul também foi o primeiro nome judaico de Paulo de Tarso, apesar de o nome ser traduzido para português na forma de Saulo.

A Bíblia cita toda a vida do rei Saul. Narra desde a sua ascensão como rei em 1 Samuel 9, até o seu declínio em 1 Samuel 31.

Saul reinou sobre Israel por quarenta e dois anos (1 Samuel 13:1). Foi pai de seis filhos homens: Jônatas, Isvi, Malquisua, Is-Bosete, Armoni e Mefibosete, e duas filhas: Merabe e Mical, que se casou com Davi. . O reinado de Saul foi marcado por batalhas e atos de desobediência a Deus que resultaram em seu triste fim.


A história de Saul
Saul era um jovem de boa aparência, sem igual entre os israelitas; os mais altos batiam nos seus ombros. E seu pai era um homem rico e influente na tribo de Benjamim (1 Samuel 9:1-2).
Na época em que Saul vivia o povo de Israel era governado por juízes, o último deles o profeta Samuel. Devido à eminente ameaça dos filisteus e à idade avançada do profeta, o povo começou a reivindicar um rei que pudesse livrar Israel dos seus inimigos. Samuel não concordava, pois o povo queria satisfazer uma vontade humana, mas Deus permitiu que fosse levantado um homem como rei em Israel (1 Samuel 8:6-7).



Neste cenário surge Saul, que foi ao encontro do profeta Samuel à procura das jumentas de seu pai. Antes da sua chegada, o Senhor revelou ao profeta que Saul iria visitá-lo: "Amanhã, por volta desta hora, enviarei a você um homem da terra de Benjamim. Unja-o como líder sobre Israel, o meu povo; ele libertará o meu povo das mãos dos filisteus. Atentei para o meu povo, pois o seu clamor chegou a mim" (1 Samuel 9:16).
Saul foi recebido por Samuel, que logo o tranquilizou acerca das jumentas e o convidou para comer com ele dizendo: “A quem pertencerá tudo o que é precioso em Israel, senão a ti e a toda família de teu pai?” (1 Samuel 9:19-20). A honrosa pergunta causou espanto em Saul que se identificou benjamita, o menor das tribos de Israel.
O profeta conversou com Saul no seu terraço e o acompanhou até a saída da cidade. Ao se despedir, Samuel pediu para que o servo de Saul seguisse em frente e que gostaria de falar em reservado com o jovem algo da parte de Deus para com ele (1 Samuel 9:25-27). Samuel então unge Saul com azeite e beija-lhe a face e diz: “O Senhor o ungiu como líder da herança dele” (1 Samuel 10:1).



Depois de ungi-lo, o profeta deu uma série de orientações sobre o que sucederia e o que deveria fazer. Disse também que ao encontrar um agrupamento de profetas, ele seria apossado pelo Espírito do Senhor, profetizaria e se tornaria um novo homem (1 Samuel 10:6).
Depois de suceder todas essas coisas, Samuel ajuntou as tribos de Israel em Mispá para anunciar Saul como o rei. Sua aclamação foi fruto de alegria entre as tribos (1 Samuel 10:24). Mas a Bíblia registra que algumas pessoas desprezaram sua nomeação (1 Samuel 10:27).



O reinado de Saul
Nos primeiros dias como rei, Saul travou uma batalha sangrenta contra os amonitas. Recrutou todos os homens de Israel e Judá e atacaram o acampamento amonita pela madrugada, massacrando-os até a hora mais quente do dia (1 Samuel 11:11). Esta demonstração de força ilustra uma característica de Saul, a de um rei-guerreiro.
Com os anos, Saul prosseguiu vitorioso e seu filho Jônatas tinha importante relevância no comando das batalhas. Lutas contra os inimigos do povo de Deus foram permanentes durante todo seu reinado e não houve descanso. Em uma destas incursões, Jônatas atacou um destacamento filisteu em Gibeá, atraindo o ódio dos filisteus sobre Israel (1 Samuel 13:3-4).
A ira dos filisteus gerou desespero e medo aos soldados de Saul e todos se refugiaram em cavernas. Nesta ocasião surge o primeiro grande erro de Saul: desobedecendo a orientação do profeta Samuel, decide por ele mesmo oferecer o sacrifício de comunhão em Gigal com receio da dispersão dos seus soldados (1 Samuel 13:8-10).
O preço desta infração custou seu reinado. Samuel repreende a desobediência de Saul a um Mandamento do Senhor e diz que Deus já tinha achado um homem segundo o Seu coração (1 Samuel 13:14), que era Davi.


Veja: Quem foi Davi?
Mesmo assim Saul continuou a “escolher o que obedecer” das ordens de Deus. O Senhor por meio de Samuel tinha ordenado a aniquilação total dos amalequitas (1 Samuel 15:3). Na batalha, Saul manteve o rei Agague vivo, assim como as melhores ovelhas e bois do inimigo. Mais uma vez Samuel reprova Saul e rompe totalmente com o rei (1 Samuel 15:35). Depois deste ocorrido, o profeta Samuel unge Davi como sucessor ao trono de Israel cumprindo a ordem do Senhor.



O afastamento da presença de Deus sobre o reinado de Saul fez com que o rei entrasse em total perdição, sendo tomado por um espírito maligno. A inveja movia Saul a perseguir Davi, mesmo sabendo do livramento de Deus a Israel por parte Davi, derrotando o filisteu Golias, e da forte amizade do seu filho Jônatas com Davi. Em nenhum momento Saul reconheceu que Deus tinha levantado Davi.


Veja também: Como foi a luta entre Davi e Golias?
Saul não admitia que Deus tivesse se afastado dele, mas não percebia que na verdade ele que se afastou de Deus. Pela terceira vez ele peca contra Deus e vai se consultar com uma bruxa em Em-Dor, pedindo que invoque o espírito do profeta Samuel (1 Samuel 28:7-8). O resultado desse pecado foi ouvir pela terceira vez que seu reino se rasgou, que morreria brevemente e que Davi seria o rei de Israel (1 Samuel 28:17-19).


A morte de Saul
Encontramos na Bíblia duas versões sobre a morte do rei Saul. Cada uma aborda sua morte de maneira diferente. Em 1 Samuel diz que Saul e seus filhos Jônatas, Abinadabe e Malquisua foram cercados pelos filisteus.
Sem ver alternativas, Saul pediu ao seu escudeiro que o ferisse com a espada, mas ele não quis fazê-lo. Saul, então, pegou sua própria espada e jogou-se sobre ela. Quando o escudeiro viu que Saul estava morto, jogou-se também sobre sua espada e morreu com ele (1 Samuel 31:4-6).


Veja também: Cântico de Davi sobre a morte de Saul e Jônatas.
A segunda versão é um relato que um jovem amalequita prestou a Davi. Segundo o jovem, no monte Gilboa, Saul estava ferido com sua própria espada mas ainda não tinha morrido. Atendendo a um pedido de Saul, ele o executou (2 Samuel 1:8-10). Afim de provar o que fez, o jovem retirou a coroa e o bracelete de Saul. Ao contar a sua versão gerou grande lamento em Davi, que resultou na morte do jovem amalequita (2 Samuel 1:14-15).


Provavelmente o amalequita tenha inventado esta versão a fim de impressionar a Davi e conseguir alguma recompensa, que teve seu efeito contrário. A versão do suicídio consumado é confirmada na passagem de 1 Crônicas 10:4-6, que reafirma o acontecimento descrito em 1 Samuel.
Infelizmente o trágico suicídio de Saul foi consequência da rejeição dos caminhos do Senhor, da desobediência e da infidelidade a Deus (1 Crônicas 10:13-14).




terça-feira, 12 de abril de 2022




TEMPOS DE GUERRA E TEMPOS DE PAZ

Eclesiastes 3.8




Não é a fome, mas, pelo contrário, a abundância, o excesso de energias, que provocam a guerra.

José Ortega y Gasset



Nem todos os tempos são iguais na caminhada de um cristão. Como escreveu um poeta, às vezes nos sentimos no topo do mundo. Às vezes como se estivéssemos em um profundo abismo. O segredo é lembrar que não importa onde estamos ou o que sentimos, Deus permanece conosco e permanece sempre o mesmo.


Há estações em nossa vida que são verdadeiros tempos de paz. Diante de nós se descortinam pastos verdejantes e águas tranquilas. Chegamos a estranhar a quietude e o sossego que nos rodeiam. Nada nos resta senão acalmar a nossa alma. Qual criança desmamada para com sua mãe, assim é minha alma para comigo (Salmo 131.2). Alguns pensam que descansar no Senhor é apenas uma experiência espiritual, interior. Às vezes sim. Entretanto, há ocasiões em que o Senhor nos coloca em uma posição de descanso completo e determina pessoas para suprir nossas necessidades e até mesmo para realizar nossas tarefas. Não precisamos temer como se fôssemos pessoas acomodadas. A paz do Senhor pode ser algo bem tangível e concreto.


Há tempos de guerras também. Nem todos os tempos são de guerra, mas alguns são. Nesses períodos precisamos estar com a espada à mão, isto é, atentos ao que diz a Palavra. Quase que inconscientemente sentimos a necessidade de orar sem cessar. Parece que o inimigo está a rugir em nossos ouvidos.   Temos que estar em guarda, clamando ao Senhor para que nos dê sabedoria e força para cada atitude nossa. Temos que vigiar nossas palavras e ações, temos que invocar o Senhor a cada instante, temos que nos revestir do Senhor e da força de seu poder (Efésios 6.10).


 Não podemos confundir os tempos. Não podemos guerrear em tempo de paz e descansar em tempos de guerra. Também não podemos nos opor à situação que está ao nosso redor, temos que aceitar o tempo tal qual ele é. Se é de descanso, então descanse. Se é de luta, então levante-se e lute. Não queira, porém, achar que podemos escolher o que virá. Como o surfista na onda, só nos resta procurar o equilíbrio e seguir. O Senhor está conosco seja nos pastos verdejantes, seja no vale da sombra da morte.


Devemos ser como os filhos de Issacar que sabiam como Israel deveria agir em qualquer circunstância (2 Crônicas 12.32).





segunda-feira, 21 de março de 2022





Canção de Outono




Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.
De que serviu tecer flores
pelas areias do chão
se havia gente dormindo
sobre o próprio coração?

E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando aqueles
que não se levantarão...

Tu és folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
E vou por este caminho,
certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...










Cecília Meireles

  SEM RISCOS... Sem riscos, os poetas não escreveriam poesias, as crianças  não seriam criativas, os cientistas não seriam inventivos, os em...